O poder da humildade

humildade

Certa vez, um jovem engenheiro recém contratado de uma poderosa empresa multinacional de petróleo, soube que sua missão era a de substituir o mais conceituado elemento da equipe de assistência técnica que acabara de pedir demissão.  Seus colegas viviam mencionando o tamanho da dificuldade que começaria a enfrentar assim que terminasse o treinamento e que tivesse de comparecer diante dos primeiros clientes até então atendidos pela fera demissionária.
Nosso jovem dedicava-se ferozmente aos estudos e tratava de se preparar da melhor maneira possível para desempenhar a missão que se lhe apresentava. Enquanto isso, procurava informações internas sobre o funcionamento do atendimento de campo da empresa.
Acabou descobrindo que esse atendimento era feito aos pares sendo um responsável pela parte técnica e outro pela parte comercial e que seu companheiro de campo seria, exatamente, o mesmo que fazia dupla com o mega-engenheiro demissionário. Soube também que o perfil de seus futuros clientes era bastante variado, mas que a maioria se constituía de usinas de açúcar e álcool e que o colega responsável pela parte comercial, seu futuro parceiro, era oriundo de uma família tradicionalmente ligada à indústria sucro-alcooleira.
Logo na primeira folga de seu treinamento inicial, tratou de procurar o futuro parceiro, se apresentou e pediu ajuda para identificar cada um dos clientes, sua localização e as principais ocorrências acontecidas nos últimos tempos. Conversou o máximo possível com o colega, conheceu sua família e foi descortinando os mistérios de sua nova região de trabalho e os organogramas de seus futuros clientes com nomes, cargos e responsabilidades.
Quando procurou saber alguma coisa sobre seu antecessor, o parceiro nada pode mencionar e disse só ter tido raros contatos profissionais com o personagem.  Ao assumir o cargo, nosso jovem engenheiro não tomava qualquer decisão de ordem técnica sem conversar com o colega comercial e ouvir sua opinião.
A princípio o colega até estranhou pois não estava acostumado a receber este tipo de atenção do engenheiro anterior famoso, competente e auto-suficiente. Se dizia até constrangido ao compartilhar assuntos de natureza técnica com um engenheiro sendo ele apenas um vendedor.
Enfim, com o passar do tempo, a dupla se transformou no maior fenômeno de atendimento ofuscando completamente a figura do antecessor e obtendo o respeito geral da clientela sendo responsável pela fidelização da clientela remanescente e obtendo novas conquistas de peso.
Certamente, o resultado deste caso mostra a importância da autoconfiança e o tamanho do benefício que se pode auferir com a humildade de saber entender que um canudo universitário não é suficiente para garantir competência e, muito menos, experiência ao seu portador.  É importante entender que, independentemente do grau de escolaridade, todo mundo tem alguma coisa a aprender com todo mundo.
Imagem: Unisite http://unisite.com.br

Certa vez, um jovem engenheiro recém contratado de uma poderosa empresa multinacional de petróleo, soube que sua missão era a de substituir o mais conceituado elemento da equipe de assistência técnica que acabara de pedir demissão.

Seus colegas viviam mencionando o tamanho da dificuldade que começaria a enfrentar assim que terminasse o treinamento e que tivesse de comparecer diante dos primeiros clientes até então atendidos pela fera demissionária.

Nosso jovem dedicava-se ferozmente aos estudos e tratava de se preparar da melhor maneira possível para desempenhar a missão que se lhe apresentava. Enquanto isso, procurava informações internas sobre o funcionamento do atendimento de campo da empresa.

Acabou descobrindo que esse atendimento era feito aos pares sendo um responsável pela parte técnica e outro pela parte comercial e que seu companheiro de campo seria, exatamente, o mesmo que fazia dupla com o mega-engenheiro demissionário. Soube também que o perfil de seus futuros clientes era bastante variado, mas que a maioria se constituía de usinas de açúcar e álcool e que o colega responsável pela parte comercial, seu futuro parceiro, era oriundo de uma família tradicionalmente ligada à indústria sucro-alcooleira.

Logo na primeira folga de seu treinamento inicial, tratou de procurar o futuro parceiro, se apresentou e pediu ajuda para identificar cada um dos clientes, sua localização e as principais ocorrências acontecidas nos últimos tempos. Conversou o máximo possível com o colega, conheceu sua família e foi descortinando os mistérios de sua nova região de trabalho e os organogramas de seus futuros clientes com nomes, cargos e responsabilidades.

Quando procurou saber alguma coisa sobre seu antecessor, o parceiro nada pode mencionar e disse só ter tido raros contatos profissionais com o personagem.  Ao assumir o cargo, nosso jovem engenheiro não tomava qualquer decisão de ordem técnica sem conversar com o colega comercial e ouvir sua opinião.

A princípio o colega até estranhou pois não estava acostumado a receber este tipo de atenção do engenheiro anterior famoso, competente e auto-suficiente. Se dizia até constrangido ao compartilhar assuntos de natureza técnica com um engenheiro sendo ele apenas um vendedor.

Enfim, com o passar do tempo, a dupla se transformou no maior fenômeno de atendimento ofuscando completamente a figura do antecessor e obtendo o respeito geral da clientela sendo responsável pela fidelização da clientela remanescente e obtendo novas conquistas de peso.

Certamente, o resultado deste caso mostra a importância da autoconfiança e o tamanho do benefício que se pode auferir com a humildade de saber entender que um canudo universitário não é suficiente para garantir competência e, muito menos, experiência ao seu portador.  É importante entender que, independentemente do grau de escolaridade, todo mundo tem alguma coisa a aprender com todo mundo.

Imagem: Unisite

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