O Poder da Ética

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Qualquer profissional, ou melhor, qualquer ser humano que tenha como regra de vida o uso de atitudes e ações éticas, adquire um status invejável de confiabilidade. Suas promessas serão, costumeiramente, cumpridas e sua palavra terá a força do mais respeitado documento.

É a velha história do fio de bigode dos nossos avós. Afinal, convenhamos, ninguém precisa denegrir a imagem do adversário para conseguir galgar alguma posição superior. Este tipo de prática, mais cedo ou mais tarde acaba vindo à tona e, sempre, nestes casos, o refluxo acaba sendo muito mais forte do que a ação inicial, e o praticante acaba sofrendo as consequências.

Uma postura antiética sempre acaba contabilizando mais prejuízo do que lucro, mesmo que, num primeiro momento aparente ser uma solução interessante.

Alguns argumentam não saber como reconhecer a diferença entre o que seja ético e o que não seja. Será mesmo que é tão difícil assim? Acredito que a maneira mais fácil seria a constante utilização da empatia, ou seja, colocar-se sempre na pele do outro e constatar que não se está fazendo algo que não gostaríamos que fizessem conosco. Viu só?

Falando assim não parece mesmo tão difícil. Mas, então, qual, ou quais seriam os motivos de se encontrar tantas atitudes antiéticas ao nosso redor? Seria a abominável cultura do jeitinho brasileiro? A mania de querer levar vantagem em tudo? A freqüência com que se vê chamar desonestos de “espertos”? A banalização da corrupção? A impunidade? Provavelmente a perversa somatória de tudo isso.

A pergunta que fica é: Como olhar nos olhos dos filhos e ter a serenidade e a consciência de estar lhe ensinando o melhor? Valeria a pena ser conivente com o lado podre da maçã? O que nunca se deve perder de vista é que, mesmo que se consiga enganar todo mundo, jamais se conseguirá evitar a cobrança da própria consciência e é, exatamente, a paz de espírito obtida pela certeza de ter agido corretamente, que permite um sono tranqüilo e uma longevidade saudável.

No frigir dos ovos pode-se até afirmar que, no fundo, no fundo, ética é saúde. Ora, então vamos tratar de viver mais e ensinar o bom combate a nossos filhos, amigos e colaboradores. Depois desta fase inicial, o ideal seria arregaçar ainda mais as mangas e continuar tentando ensinar também aos inimigos, aos concorrentes, aos adversários até atingir um ponto de onde, olhando para trás, se possa vislumbrar um caminho mais gostoso de ser percorrido, mais florido e muito, mas muito mesmo, mais feliz.

Imagem: Camila Feldhaus

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